18 coisas que só gostamos de fazer nas férias
Darren Staples/Reuters
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Quando viajamos é como se nos tornássemos crianças outra vez: cada experiência que vivemos é nova.

Transportes públicos? Uma viagem de comboio mágica a caminho do espetacular. Hipermercados? Uma caverna do Aladino repleta de vegetais desconhecidos e marcas com nomes hilariantes.

Quando estamos em casa temos os nossos filtros de segurança em alerta máximo. Aquele estranho muito simpático deve ser um mulherengo, um lunático ou um chato.

Um desfile ou parada de Carnaval representa um corte no trânsito – em lantejoulas.

No entanto, quando estamos de férias tornamo-nos mais abertos.

Selecionámos 18 coisas que adoramos fazer quando estamos de férias mas que odiamos quando estamos em casa.

Transportes públicos
Para os locais é a interminável viagem da casa monótona para o trabalho chato – e do trabalho chato para a casa monótona. Mas para os turistas é como a viagem pela fábrica de sonho de Wonka.
Museus
Quando se trata da nossa cultura tendemos a demonstrar pouco interesse. Mas quando é a de outro país, os seus quadros aborrecidos e os trajes engraçados fazem-na parecer muito mais divertida do que a nossa.
Pessoas amigáveis
No estrangeiro, os habitantes solícitos são fonte de uma autenticidade muito apreciada. Já em casa, as seis palavras mais assustadoras que se pode ouvir em português são “importam-se que me junte a vocês?”
Gastronomia duvidosa
As normas de segurança alimentar só interessam na rotina diária, não nas férias. Sim, pode ser difícil perceber se os sintomas são de E. coli ou de uma enorme ressaca de sangria, mas ao menos não é preciso levantar cedo de manhã.
Andar nas ruas de fato-de-banho
Andar na rua de roupa interior é algo que normalmente só acontece nos pesadelos – exatamente antes dos dentes caírem na manhã de um grande exame. Mas nas férias? Na boa!
Perder-se
Quando não se tem pressa para se chegar do ponto A ao B, tropeçar num belíssimo café no ponto F ou num fantástico bar no Q é uma maravilha – até cair a noite e nos encontrarmos debaixo de uma ponte assustadora no ponto X e termos um longo caminho de volta para o hotel, que se encontra no ponto C.
Desfiles
O que um turista vê: uma comunidade reunida em grande celebração e alegria. O que um local vê: um corte do trânsito em lantejoulas.
Locais com “carácter”
Quando estamos de férias, “carácter” sobrepõe-se a higiene e conforto. O que é que interessa se o cão do bar em Londres se está a babar para os nossos torresmos, ou se corremos risco de electrocussão por a água da chuva estar a escorrer para o candeeiro naquela casa na “antiga Xangai” que alugámos pelo Airbnb?
Hipermercados
Se não tivéssemos de nos reabastecer das nossas provisões de bens essenciais – como leite e pão – nunca lá púnhamos os pés. Mas quando visitamos um país novo passam a ser uma arca do tesouro com artefactos de uma cultura estranha – tais como leite e pão mas com embalagens e nomes diferentes, por vezes divertidos.
Mau serviço ao cliente
“Desculpe, parece que há insectos no meu hambúrguer.” “Não estou a ver.” “Não, a sério? São uns 12 ou 13. Ali, em cima do queijo.” “Está a chamar-me mentiroso? Está a chamar à minha mulher, que foi quem fez este hambúrguer, porca?” Sem experiências destas que histórias teríamos para contar no regresso a casa?
Artistas de rua
Sorria, estátua viva. Não seja tímido, flautista de rua a tocar jazz. Vocês até podem ser vistos como párias pelos vossos conterrâneos, mas – tal como o David Hasselhoff na Alemanha – têm uma audiência inteira que vos adora.
Comportamento inadequado
Cambalear e mudar de direção numa calçada que nem uma tartaruga embriagada, parar sem avisar para tirar uma selfie ou mover a mochila, acabando por bater com a mesma na cara de alguém. Se no nosso país não faríamos uma coisa destas, porque é que pensamos que noutros sítios é aceitável?
Tempo frio
Gelo, neve, confusões no trânsito, rupturas nas tubagens e queimaduras provocadas pelo gelo em estado inicial – mas os cenários de inverno são tão dignos do Instagram. Só não se esqueçam de comprar luvas para touchscreen se não quiserem tirar fotografias com as mãos a tiritar.
Filmes maus
Os bilhetes de cinema não são baratos por isso faz sentido ser-se muito seletivo. No entanto: instalem-se com o vosso sistema de entretenimento a bordo e aquela comédia romântica banal, aquele filme de ação de má qualidade e aquela comédia do pior estarão a um alcance tentador. Mas tenham cuidado, o vosso vizinho vai estar a avaliá-los.
Livros de suspense baratos
Dedico o ano todo à filosofia existencial mas os volumes do Proust são muito pesados para levar. Este livreco de aeroporto sobre um matemático sexy que resolve crimes vai ter de servir.
Chapéus ridículos
As férias são a altura ideal para experimentar acessórios novos. Imaginem como seríamos troçados se decidíssemos usar um panamá no nosso bar habitual.
Saneamento de nível medieval
Os nossos ancestrais deram-nos esgotos e água quente – corrente e limpa – para quê? Para que pudéssemos rebolar na lama num festival de música ou urinar atrás de um arbusto num acampamento?
Bebidas exóticas
Imagine uma mistura de acetona com Coca-Cola – e no entanto, o tipo que a tomou deve estar a viver o tempo da sua vida – está a viver a autêntica experiência de férias.
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