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30 Maio
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Os brasileiros descobriram as criptomoedas. De acordo com o avançado hoje pela Forbes, se abrem mais contas de negociação de criptomoedas que contas tradicionais de corretagem nos dias de hoje no Brasil — se destacando que se movimentou o equivalente a 2,4 bilhões de dólares ao redor da Bitcoin (Bitcoin), no país, no ano passado frente a 160 milhões de dólares em 2015.

E temos mais números: a Foxbit, uma das maiores plataformas de câmbio de criptomoedas do país, contava com cerca de 100 mil usuários registrados há um ano. Hoje, tem cerca de 400 mil usuários, de estimados 1,4 milhões de indivíduos que abriram conta com a mesma ou com uma das suas três principais concorrentes a nível local em menos de dois anos. E estão também crescendo as plataformas de câmbio locais.

O mercado está crescendo depressa no país e especialistas estimam que se possa tornar a referência na América Latina, tanto em termos de desenvolvimento como de ação regulatória. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) conta com um grupo de trabalho focado no setor e os entusiastas esperam que venha a seguir o exemplo do Japão, crypto-friendly, ou dos Estados Unidos.

Se trata de um ecossistema em expansão e não apenas dependente do câmbio direto de criptomoedas ou da crescente assunção generalizada da sua existência. Empreendedores experientes começam construindo pequenos impérios relacionados e empresas e setor público desenvolvem soluções baseadas na blockchain — se salientando, por exemplo, o desenvolvimento de plataforma baseada na blockchain por parte do Banco do Brasil.

«É fácil perceber porque há tantas pessoas interessadas [nas criptomoedas]. Se trata de população com baixo rendimento […] [que] ouviu falar de como esta coisa chamada Bitcoin está enriquecendo as pessoas. O mercado das criptomoedas está apresentando uma classe inteira de indivíduos [à área do] investimento.» — Fernando Furlan, dirigente da Associação Brasileira de Criptomoedas e Blockchain.

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